Félix Torres perde clássico contra Santos após convocação ao Equador

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Quando Félix Torres, zagueiro do Corinthians, foi convocado pelo técnico Sebastián Beccacece para integrar a seleção do Equador, ficou claro que o clássico contra o Santos seria disputado sem ele. A decisão foi confirmada na manhã de 7 de outubro, pouco antes da janela FIFA de outubro de 2025, e já provocou alvoroço na imprensa esportiva de São Paulo.

Calendário internacional e logística apertada

O Equador tem duas partidas amistosas programadas: contra os Estados Unidos em Austin no dia 10 de outubro, e contra o México em Guadalajara em 14 de outubro, às 23h30 (horário de Brasília). O segundo amistoso termina apenas 24 horas antes do duelo entre Santos e Corinthians na Vila Belmiro, marcado para as 21h30 do dia 15 de outubro.

Com voos comerciais, o tempo de deslocamento entre Guadalajara e São Paulo costuma ser próximo de 14 horas, sem contar o tempo de recuperação física. Por isso, a comissão do Corinthians considera improvável que Torres retorne em condição de jogo, ainda mais depois de um desgaste típico de duas partidas internacionais seguidas.

Desfalques acumulados no elenco corintiano

Torres não é o único ausente. Na última rodada, o goleiro Hugo Souza recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Mirassol e está suspenso automaticamente para a 28ª rodada. O lateral-esquerdo Matheus Bidu também foi punido com suspensão após terceiro amarelo na mesma partida.

Além desses, o meia Ángel Romero está com a seleção do Paraguai e o atacante Memphis Depay foi convocado pela Holanda. A volta de Depay ao Brasil depende da partida holandesa em 12 de outubro, o que deixa dúvida sobre sua disponibilidade.

Outros nomes que não foram chamados incluem José Martínez (Venezuela) e André Carrillo (Peru), que permanecem no banco. A soma de suspensões, convocações e lesões fez o técnico Dorival Júnior repensar a escalação inteira.

Impacto direto no clássico contra o Santos

O clássico na Vila Belmiro, válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2025, já carrega um peso extra. O Corinthians não vence em casa há cinco meses – são 13 jogos sem empatar. A falta de um zagueiro central experiente como Torres pode abrir brechas na defesa, principalmente contra o ataque rápido do Santos, que tem apresentado 1,8 gol por partida nos últimos dez jogos.

Sem Hugo Souza, a defesa ficará a cargo do jovem Felipe Longo, de 20 anos, que ainda não estreou profissionalmente. Na lateral esquerda, Dorival tem duas opções: o veterano Fabrizio Angileri ou o recém-promovido Hugo (não confundir com o goleiro). Ambas têm atuado bem nas últimas partidas contra times de meio de tabela.

Reações do técnico e alternativas táticas

Reações do técnico e alternativas táticas

Em entrevista coletiva na última terça-feira, Dorival Júnior admitiu que a situação “complica bastante o nosso trabalho”. Ele ressaltou que a estratégia será “mais compacta, com duas linhas de marcação, para reduzir os espaços para os atacantes do Santos”. O treinador também reforçou a confiança nos reservas: “Felipe tem qualidade, e os laterais mostram que podem assumir o ritmo”.

O técnico ainda prometeu que, caso o adversário pressione, o Corinthians pode recorrer ao esquema 3‑5‑2, colocando Angileri como terceiro zagueiro e usando os alas para cobrir a falta de profundidade no ataque.

Próximos passos e panorama da temporada

Depois do clássico, o Corinthians tem mais três partidas antes do fim da primeira fase: contra Bahia (19/10), Palmeiras (23/10) e Internacional (27/10). Se conseguir pontuar contra o Santos, a moral da equipe deve subir, o que pode ajudar a quebrar o jejum de vitórias em casa.

Entretanto, a diretoria ainda não divulgou planos de reforço no mercado de inverno, o que deixa a torcida apreensiva quanto à profundidade do elenco. Enquanto isso, os jogadores convocados para as seleções internacionais deverão retornar ao Brasil entre 16 e 18 de outubro, já em meio a treinamentos intensivos para a fase final do campeonato.

Frequently Asked Questions

Como a ausência de Félix Torres afeta a defesa do Corinthians?

Sem Torres, o Corinthians perde um zagueiro com experiência internacional e bom jogo aéreo. O técnico terá que improvisar com Angileri ou optar por um sistema com três zagueiros, o que pode deixar a defesa mais vulnerável nos cruzamentos.

Quais são as principais opções de substituição para Hugo Souza?

A escolha recai sobre o reserva de 20 anos, Felipe Longo, que ainda não tem estreia oficial, mas tem mostrado segurança nos treinos. Caso o treinador opte por experiência, pode ainda promover um dos goleiros da base.

Quando o Corinthians volta a vencer em casa?

Se o time conseguir empatar com o Santos e garantir a vitória contra o Bahia nas próximas duas rodadas, há boas chances de terminar o mês com a primeira vitória em casa desde maio.

Qual a data e o local dos amistosos que convocaram Félix Torres?

O Equador enfrenta os Estados Unidos em Austin no dia 10 de outubro de 2025 e joga contra o México em Guadalajara no dia 14 de outubro de 2025, às 23h30 (horário de Brasília).

Existe chance de Memphis Depay jogar o clássico?

Depay tem compromisso com a Holanda em 12 de outubro; se chegar em boa condição física, o técnico pode utilizá‑lo como atacante reserva, mas a decisão ainda depende da avaliação médica após a viagem.

12 Comments

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    Raquel Sousa

    outubro 5, 2025 AT 17:30

    Se o Dorival ainda acha que dá pra tapar a falta do Torres com um garoto de 20, tá na hora de acordar e aceitar que a defesa vai virar piscina de gols.

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    Trevor K

    outubro 12, 2025 AT 16:10

    Olha, a situação é complicada, mas o elenco tem profundidade; os treinamentos tá focados, a moral precisa subir, e o time tem capacidade de se adaptar, então não vamos perder a esperança, vamos confiar no trabalho que o técnico está fazendo, porque a história mostra que times que entram em baixa podem se reerguer com determinação!

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    robson sampaio

    outubro 19, 2025 AT 14:50

    Enquanto a galera critica a ausência do Torres, ninguém parece notar que o verdadeiro problema é a dependência excessiva de táticas mirabolantes, um esquema 3‑5‑2 que parece mais um experimento de laboratório do que uma solução prática; afinal, colocar Angileri como terceiro zagueiro só aumenta a vulnerabilidade nas bolas aéreas, e ainda tem esse papo de “compactar” que, sinceramente, soa como desculpa para falta de criatividade.

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    Portal WazzStaff

    outubro 26, 2025 AT 12:30

    Entendo a preocupação de todos, mas acho q o time tem q confiar nos garotos, tipo o Felipe Longo, ele pode surpreender; além d isso, a história do Corinthians tem muitos momentos d superação, então vamos dar apoio e não ficar só na reclamação.

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    Anne Princess

    novembro 2, 2025 AT 11:10

    QUE BOSTA QUANTO ENTRAESMA PRA FALAR DE UM JOGADOR QUE NÃO VAI JOGAR! TEM QUE SER MAIS REALISTA, VAMOS LÁ, A DEFESA VAI SER PUNHADA, MAS VAMOS TENTAR MINIMIZAR ESSA JOGADA DE MÃO DE BÁSCARA!!!

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    Maria Eduarda Broering Andrade

    novembro 9, 2025 AT 09:50

    É curioso notar como a mídia insiste em transformar cada ausência em catástrofe, ignorando que os bastidores revelam acordos escusos entre federações e agentes que manipulam convocações para beneficiar interesses financeiros ocultos; portanto, a verdadeira questão não é a falta de Torres, mas quem realmente lucra com essa exposição midiática.

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    Adriano Soares

    novembro 16, 2025 AT 08:30

    Vamos manter a calma, a equipe tem opções e cada jogador vai dar o melhor, é só confiar.

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    Rael Rojas

    novembro 23, 2025 AT 07:10

    Ao contemplarmos o cenário apresentado, é imperativo que nos percamos nos meandros da análise sistêmica da defesa corintiana, pois a ausência de Félix Torres não constitui meramente uma lacuna pontual, mas sim um sintoma de um desequilíbrio estrutural que se propaga por toda a linha de quatro. Primeiro, a substituição do zagueiro titular por um adolescente inexperiente eleva o risco de vulnerabilidades aéreas, conforme corroboram estatísticas que apontam um aumento de 27% na incidência de cruzamentos sofridos quando jovens defensores são inseridos prematuramente. Segundo, a transição tática proposta, ao migrar para um 3‑5‑2, demanda uma coesão que, na prática, exige comunicação quase telepática entre os laterais e os três zagueiros, algo que raramente se observa em treinamentos intensivos de curta duração. Terceiro, o fator humano – a fadiga acumulada dos jogadores convocados – exerce um impacto fisiológico mensurável, traduzindo‑se em queda de desempenho de aproximadamente 12% nos testes de resistência pós‑viagem internacional de longa distância. Quarto, a falta de um líder vocal na defesa pode desestabilizar a organização defensiva, visto que Torres desempenhava o papel de “orquestrador” das linhas, guiando a compactação e a marcação em zona. Quinto, ao analisar o histórico do Santos, observa‑se que seus atacantes operam com alta velocidade de transição, sendo capaz de explorar até mesmo pequenas brechas na linha de fundo, o que coloca em risco a integridade do próprio esquema de três zagueiros. Sexto, a ansiedade da torcida pode gerar pressão psicológica adicional sobre os jovens, comprometendo a tomada de decisão em momentos críticos. Sétimo, a falta de experiência pode elevar a probabilidade de cartões e faltas dentro da área, proporcionando ao adversário oportunidades de pênaltis, algo que já ocorreu em 3 dos últimos 5 confrontos que o Corinthians perdeu por margens estreitas. Oitavo, o substituto de goleiro, caso seja escolhido entre os reservas, traz consigo uma curva de aprendizado que, sob pressão de um clássico, pode ser decisiva. Nono, a gestão do clube ainda não divulgou planos de reforço, indicando uma possível estratégia de contenção financeira que, embora prudente, pode sacrificar o desempenho esportivo em curto prazo. Décimo, a análise de dados de performance indica que equipes que sofreram com afastamentos semelhantes tiveram necessidade de adaptar seu estilo de jogo para um modelo mais conservador, o que impacta negativamente a geração de oportunidades de gol. Décimo‑primeiro, a psicologia esportiva sugere que a resiliência coletiva deve ser cultivada, porém, requer um líder natural que, no atual contexto, está ausente. Décimo‑segundo, a logística de retorno dos convocados pode gerar atrasos na reintegração, provocando incompatibilidades táticas entre o que foi ensaiado e o que está disponível em campo. Décimo‑terceiro, as mudanças frequentes de formação ao longo da temporada criam um ambiente de incerteza que pode ser aproveitado por adversários bem organizados. Décimo‑quarto, a cultura vencedora do clube depende de pequenos detalhes, como a comunicação verbal entre os defensores, que pode ser comprometida pela inexperiência. Por fim, ao sintetizar todos esses elementos, conclui‑se que a simples substituição de um zagueiro não é um problema isolado, mas a manifestação de uma série de deficiências que exigem atenção holística por parte do corpo técnico, da diretoria e do próprio plantel, sob pena de comprometer não só o clássico contra o Santos, mas também a trajetória da campanha no restante da temporada.

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    Barbara Sampaio

    novembro 30, 2025 AT 05:50

    Galera, se vocês queriam saber como funciona a rotação de jogadores quando há convocação internacional, é simples: o técnico normalmente tem um plano B, que inclui jovens da base que já treinaram com a equipe principal; além disso, é crucial acompanhar a carga de trabalho dos atletas para evitar lesões; então, o Felipe Longo pode ser uma boa opção, mas precisa de apoio tático dos veteranos para não se perder em campo.

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    Eduarda Ruiz Gordon

    dezembro 7, 2025 AT 04:30

    Vamos ficar otimistas, o time ainda tem chance!

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    Thaissa Ferreira

    dezembro 14, 2025 AT 03:10

    A ausência de Torres destaca a necessidade de estratégias coletivas, porém, confiar nos reservas pode trazer surpresa positiva.

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    Miguel Barreto

    dezembro 21, 2025 AT 01:50

    O Dorival vai encontrar soluções, a equipe tem talento e vai superar esse obstáculo, mantendo a confiança e a união.

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