GP do Catar 2025: Norris, Piastri e Verstappen travam batalha pelo título na penúltima corrida da F1

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Na noite de sábado, 29 de novembro de 2025, o Circuito Internacional de Lusail vai vibrar com o som de motores de 1.6 litro e turbo híbrido. É o GP do Catar de F1 2025 — a penúltima corrida da temporada mais equilibrada em décadas. Nada menos que três pilotos entram na reta final com chances reais de levar o título: Lando Norris, da McLaren; Oscar Piastri, seu companheiro de equipe; e Max Verstappen, da Red Bull Racing. Norris, que largou na pole da corrida sprint, não está apenas liderando — está pressionando o sistema. E isso muda tudo.

Um fim de semana de F1 como poucos

O calendário do fim de semana é intenso, quase cruel. A corrida sprint, que define a grid da principal, acontece sábado às 11h00 (horário de Brasília), com a classificação às 15h00 e a corrida principal no domingo, às 13h00. O clima? Perfeito: 0% de chance de chuva, 28°C e ventos suaves do sudeste. Nada que atrapalhe a precisão dos pneus ou a estratégia das equipes. O circuito, com seus 5,380 km e 16 curvas, é um quebra-cabeça técnico — longas retas que exigem potência, e curvas lentas que testam a aderência. É o tipo de pista que favorece quem entende o equilíbrio entre aerodinâmica e mecânica. E isso é exatamente o que a McLaren tem hoje.

McLaren: a dupla que pode derrubar o império da Red Bull

A McLaren não é mais a equipe que sofreu anos de crise. Em 2025, é a única que desafia o domínio da Red Bull com consistência. Norris, com 229 pontos, lidera o campeonato por apenas 5 pontos sobre Piastri, e 12 sobre Verstappen. Mas o mais intrigante é que os dois da McLaren estão na mesma equipe, com estratégias coordenadas — e isso cria uma tensão interna que o público adora. Piastri, o jovem australiano de 24 anos, não é apenas um coadjuvante. Ele venceu duas corridas este ano. E em Lusail, onde já correu na F2, sabe exatamente onde acelerar e onde poupar. O que acontece se Norris errar? Piastri está lá, pronto para colher. E Verstappen? Ele não perdoa erros. Nem os seus, nem os dos outros.

Verstappen: o campeão que ainda não desistiu

Mesmo com a Red Bull tendo menos vitórias em 2025 do que em 2023 e 2024, Verstappen continua sendo o mais letal. Ele não precisa vencer. Precisa apenas que os outros errem. Em Las Vegas, ele terminou em quarto, mas viu Norris e Piastri se atrapalharem na curva 12. Foi suficiente para ganhar terreno. No Catar, ele sabe que a pista favorece carros com bom downforce — e o RB21, apesar de menos eficiente em retas, é o mais estável em curvas de baixa velocidade. Se a classificação for seca, e a corrida sem interrupções, ele pode fazer o que faz melhor: controlar o ritmo, esperar, e atacar no momento exato. A pergunta que ninguém quer fazer, mas todos pensam: será que ele ainda tem o mesmo fogo de 2022?

O brasileiro que quer se redimir

Enquanto o título é disputado no topo, Gabriel Bortoleto, da Sauber, luta por algo mais humano: dignidade. Após dois abandonos consecutivos na primeira volta — em Imola e em Las Vegas — ele chegou a ser questionado por torcedores e até por colegas de equipe. Mas ele não desistiu. Pelo contrário. Em 2024, ele venceu a F2 em Lusail. Conhece cada centímetro da pista. Sabe onde o asfalto perde aderência, onde os pneus esquentam rápido, onde o vento sopra de forma imprevisível. Se ele conseguir terminar entre os 10 primeiros, será uma vitória emocional. E talvez, o início de algo maior.

Transmissão e o que vem depois

Transmissão e o que vem depois

No Brasil, a Band e a Bandsports garantem cobertura aberta, enquanto o F1TV Pro oferece áudio multilíngue, câmeras a bordo e análise em tempo real. A corrida principal será exibida pela Band, e o programa "RETA FINAL" da Motorsport.com, na segunda-feira, 1º de dezembro, promete destrinchar cada decisão estratégica da equipe da McLaren. E depois disso? O GP do Abu Dhabi, entre 5 e 7 de dezembro, no Circuito Yas Marina. Lá, o título pode ser decidido. Ou pode ser adiado — e aí, o quebra-cabeça fica ainda mais complexo.

Quem são os outros protagonistas?

A temporada de 2025 tem mais nomes importantes. Lewis Hamilton, na Ferrari, está em seu ano mais competitivo desde 2020 — e já venceu duas corridas. Charles Leclerc, seu companheiro, vem de uma sequência de resultados decepcionantes. Na Mercedes, George Russell e o jovem Kimi Antonelli, de apenas 18 anos, estão surpreendendo. E na Alpine, Pierre Gasly, o "Gato de Ouro", tenta manter o time no topo da luta por construtores. Mas o foco está em Lusail. Aí, o campeonato se define.

Frequently Asked Questions

Como o GP do Catar pode decidir o campeonato de 2025?

O GP do Catar é a penúltima corrida, com apenas 44 pontos em jogo. Norris lidera por 5 pontos sobre Piastri e 12 sobre Verstappen. Se Norris não pontuar e Verstappen vencer, o campeonato vai para Abu Dhabi com apenas 3 pontos de diferença. Mas se Norris vencer e Piastri terminar em segundo, o título pode ser garantido antes da última corrida — algo que não acontece desde 2021.

Por que a McLaren está tão forte em 2025?

A McLaren investiu pesado em aerodinâmica e na integração do sistema híbrido desde 2024. Seu carro, o MCL39, tem o melhor equilíbrio entre arrasto e downforce da temporada. Norris e Piastri também estão em seu melhor momento psicológico — algo que não se mede em dados, mas que se sente nas curvas. Eles não têm medo de arriscar, e isso assusta a Red Bull.

O que torna o Circuito de Lusail tão especial para os pilotos?

Lusail tem uma combinação rara: longas retas que exigem potência, mas curvas lentas e sinuosas que testam a estabilidade. Pilotos que dominam a frenagem e a aceleração — como Norris e Verstappen — se destacam. Além disso, o asfalto é muito abrasivo, o que exige gestão de pneus. Gabriel Bortoleto, que venceu na F2 aqui em 2024, tem uma vantagem psicológica que pode ser decisiva.

A transmissão no Brasil está completa?

Sim. A Band e a Bandsports transmitem todas as sessões ao vivo, e o F1TV Pro oferece câmeras individuais, áudio da equipe e análise técnica em tempo real. O "RETA FINAL" na segunda-feira, 1º de dezembro, trará entrevistas exclusivas com engenheiros e pilotos, algo que não é feito por nenhuma TV aberta. Para fãs sérios, é a melhor forma de entender o que acontece dentro do carro.

Qual é a chance de Verstappen vencer o título mesmo com menos vitórias?

Muito alta. Verstappen já venceu quatro corridas em 2025 — menos que Norris (6) e Piastri (5) — mas ele tem 10 pódios consecutivos desde Mônaco. Sua consistência é assustadora. Em 2022, ele venceu o título com apenas 11 vitórias. Em 2025, se ele terminar em segundo ou terceiro nas últimas duas corridas, mesmo sem vencer, pode ser campeão. É o poder da regularidade.

O que Gabriel Bortoleto representa para o Brasil na F1?

Bortoleto é o primeiro brasileiro a correr na F1 desde Felipe Massa, em 2020. Ele representa uma nova geração — treinada na Europa, sem o peso histórico da Fórmula 1 brasileira. Se ele terminar entre os 10 em Lusail, será um marco. E se conseguir um ponto, será o primeiro brasileiro a pontuar na F1 desde 2021. Para o país, isso é mais do que esporte: é continuidade.

15 Comments

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    Camila Lima Manoel

    dezembro 1, 2025 AT 04:11

    McLaren tá dominando? Sério? Essa equipe quebrava todo ano até 2023. Agora virou a nova Ferrari? Tá na hora de parar de inventar mitos, pessoal. Norris é bom, mas não é Schumacher. E Piastri? Um garoto que só ganhou porque o Verstappen deixou passar. 🤷‍♀️

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    Natanael Almeida

    dezembro 1, 2025 AT 16:29

    Verstappen tá só esperando eles se matar entre si. É o mesmo jogo de sempre: ele não precisa vencer, só precisa que os outros se atrapalhem. E olha só, já aconteceu em Las Vegas. Essa Red Bull é um time de psicólogos, não de engenheiros. E a McLaren? Tá se devorando por dentro. Ainda bem que não sou fã deles.

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    Alexandre Alê

    dezembro 2, 2025 AT 14:26

    Alguém já reparou que o circuito de Lusail tem exatamente 16 curvas? 16. Como o número da cabala. E a McLaren tá com 229 pontos? 2+2+9=13. Número da má sorte. Tá tudo planejado, galera. A F1 tá sendo manipulada pra esconder que o carro da Red Bull tem um sistema de freio que liga e desliga com sinal de satélite. 🛰️👀

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    Vanessa Borges

    dezembro 4, 2025 AT 12:29

    É incrível ver como o esporte evoluiu. A competição entre Norris e Piastri é saudável, e Verstappen ainda mostra por que é campeão. Mas o mais bonito é ver o Bortoleto lutando por respeito. Ele representa o verdadeiro espírito da F1: persistência. Não precisa ser o primeiro pra ser herói.

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    MELINA Lima

    dezembro 4, 2025 AT 22:02

    Bortoleto é o nosso garoto. Ele é brasileiro, sabe a pista, tá tentando. Se ele fizer ponto, eu vou chorar. Ninguém fala dele, mas ele tá lá. É isso que importa.

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    Carlos Eduardo Cordeiro

    dezembro 5, 2025 AT 01:10

    Claro que a McLaren tá forte... porque a Red Bull deixou. É tudo marketing. O Verstappen tá deixando eles se matarem pra depois aparecer como salvador. E o governo qatariano? Tá pagando pra isso acontecer. Tudo é dinheiro e ilusão. A F1 virou reality show com motores.

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    Giulia Ayumi

    dezembro 5, 2025 AT 18:13

    Galera, não tá no carro, tá na cabeça. Norris e Piastri têm confiança, e isso muda tudo. Verstappen tá com o peso da expectativa, e isso pesa. E Bortoleto? Ele tá correndo pra provar que brasileiro não é só nome na história - é presente. E se ele chegar nos 10? Vai ser o melhor momento da F1 brasileira desde Massa.

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    Kauan Santos

    dezembro 6, 2025 AT 15:40
    A consistência de Verstappen é o fator decisivo. A McLaren tem vantagem técnica mas não tem estabilidade mental. O campeonato será decidido por erros, não por vitórias.
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    Ulisses Alves

    dezembro 6, 2025 AT 21:06

    Essa história de McLaren sendo a nova grande equipe? Sério? Eles só estão na frente porque a Red Bull tá com problema de software no sistema de recuperação de energia. E ninguém fala disso? Claro que não! Porque a mídia tá vendida. Norris? Ele é bom, mas não é o melhor. Piastri? Só tá na frente porque o Verstappen tá deixando ele. E Bortoleto? Tá só tentando não ser o último. E aí? O que isso prova? Nada. Tudo é farsa.

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    Daiana Araújo Martins Danna

    dezembro 8, 2025 AT 06:38

    SE O BORTOLETO PONTUAR, VAMOS FAZER UMA FESTA NO BRASIL! ISSO É MAIOR QUE TÍTULO! ELE É O NOSSO SÍMBOLO DE RESILIÊNCIA! NÃO IMPORTA SE É 10º OU 9º - ELE JÁ VENCEU! NÃO DESISTA, GABRIEL! O BRASIL ESTÁ CONTIGO!

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    claudio de souza silva

    dezembro 8, 2025 AT 17:27

    MEU DEUS, ISSO É O MELHOR GP DA DÉCADA! 🤯 Norris na pole, Piastri no seu jogo, Verstappen como o vilão que todo mundo ama odiar... e Bortoleto? Meu coração tá na pista com ele. Esse é o esporte que eu amo. Lusail tá sendo mágico. 🏁❤️

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    Josiane Amedon

    dezembro 9, 2025 AT 13:09

    É importante lembrar que a estratégia da McLaren não é só técnica, é psicológica. Norris e Piastri têm uma relação de confiança mútua, mas também de pressão interna. Isso cria um ambiente onde o menor erro pode ser fatal. Verstappen, por outro lado, tem um estilo de pilotagem que se adapta a qualquer situação - ele não depende de condições perfeitas. E Bortoleto? Ele representa a nova geração que não tem medo de ser ela mesma, mesmo sem apoio midiático. Isso é inspirador. A F1 hoje é mais que velocidade, é humanidade.

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    Bruno Taubenfeld

    dezembro 11, 2025 AT 06:21

    galera o Bortoleto é o futuro do brasil na f1 😭🔥 ele tá mostrando que não precisa de patrocínio de big brand pra ser grande. só precisa de coragem e conhecimento da pista. e ele sabe de tudo lá em lusail! se ele fizer ponto, eu to mandando um abraço pro garoto. ele tá fazendo história, mesmo sem ninguém falar

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    Gabriela Prates

    dezembro 12, 2025 AT 23:08

    É fascinante como o circuito de Lusail transforma pilotos em arquitetos de ritmo. A pista não perdoa impulsividade - ela exige dança. Norris dança com precisão, Piastri com fúria, Verstappen com silêncio. E Bortoleto? Ele dança com memória. Ele sabe onde o asfalto vai trair. Isso não está nos dados. Está na pele. E talvez, seja isso que a F1 perdeu: a conexão entre o homem e o asfalto. Não o carro. O homem.

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    Gerson Júnior

    dezembro 14, 2025 AT 02:03
    Verstappen não precisa vencer. Precisa sobreviver. Os outros precisam vencer. Essa é a diferença.

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