Luto na imprensa: Repórter Alice Ribeiro morre após acidente na BR-381

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A notícia pegou a todos de surpresa e deixou um vazio imenso no jornalismo mineiro. Alice Ribeiro, repórter da TV Band Minas, faleceu na noite de quinta-feira, 16 de abril de 2026, após a confirmação de morte encefálica no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Aos 35 anos, Alice lutou bravamente contra as sequelas de uma colisão frontal devastadora que ocorreu um dia antes, na BR-381.

O acidente aconteceu na tarde de quarta-feira, 15 de abril de 2026, no quilômetro 444 da rodovia, na altura de Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte. Alice e o cinegrafista Rodrigo Lapa retornavam de uma pauta irônica e cruel: eles haviam acabado de realizar entrevistas sobre o início das obras de duplicação da própria BR-381, estrada conhecida pelos perigos e pelo fluxo intenso de veículos.

Aqui está o ponto mais triste da história. Enquanto Alice era socorrida por um helicóptero do Corpo de Bombeiros, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local do impacto. O veículo da emissora ficou completamente destruído, evidenciando a violência da batida frontal contra um caminhão.

A luta pela vida e o protocolo de morte encefálica

Alice foi resgatada em estado gravíssimo. Durante o socorro no local, ela chegou a apresentar múltiplas falhas respiratórias, mas foi reativada pelos paramédicos antes de ser transportada pelo helicóptero Arcanjo. Já no Hospital João XXIII, a equipe médica monitorou cada minuto das primeiras 24 horas, que eram consideradas críticas devido ao trauma craniano e a diversas fraturas pelo corpo.

Na manhã de quinta-feira, 16 de abril, os médicos abriram o protocolo de morte encefálica. Para quem não está familiarizado, esse é um processo rigoroso de exames que comprovam a perda completa e irreversível das funções do cérebro. Como define o Ministério da Saúde, quando o córtex (responsável pela memória e pensamentos) e o tronco cerebral (que controla batimentos e respiração) param de funcionar, não há mais retorno. Infelizmente, os exames confirmaram a irreversibilidade do quadro na noite seguinte.

Num gesto de extrema generosidade em meio à dor, a família de Alice autorizou a doação de seus órgãos, transformando a tragédia em uma chance de vida para outras pessoas.

Trajetória profissional e o impacto pessoal

Formada em 2015 em Belo Horizonte, Alice Ribeiro era vista como uma profissional ascendente e dedicada. Antes de consolidar sua carreira na Band Minas a partir de 2021, ela passou por outras grandes casas de comunicação, como a TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Quem a conhecia descreve a jornalista como alguém apaixonada pelo fazer jornalístico.

A tragédia deixa um rastro de dor profunda. Alice era casada com João Dadalt, servidor da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Minas Gerais. O golpe mais duro, porém, recai sobre o filho do casal, um bebê de apenas nove meses que agora crescerá sem a presença física da mãe.

Rodrigo Lapa, o cinegrafista, também deixa um vazio imenso. Natural de Porto Alegre (RS), ele deixou esposa e dois filhos. Seu corpo foi sepultado na quinta-feira, 16 de abril, no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, em uma despedida marcada por lágrimas de colegas de profissão.

Relatos e reações oficiais

A dinâmica do acidente foi descrita por uma testemunha ocular que estava no momento da colisão. Segundo o relato, houve uma tentativa de evitar o impacto: "Tentei jogar para o acostamento e vi que o carro continuou indo junto a mim. Aí eu comecei a reduzir e frear, só que ele continuou vindo e acabou com a gente colidindo", afirmou a testemunha, descrevendo a rapidez com que a tragédia aconteceu.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu uma nota de pesar, lamentando a perda da colega de família do servidor João Dadalt. A TV Band Minas também se pronunciou formalmente, declarando estar em luto e assegurando que presta todo o suporte necessário às famílias dos profissionais envolvidos.

Pontos principais da tragédia

  • Data do acidente: 15 de abril de 2026.
  • Local: KM 444 da BR-381, em Sabará.
  • Vítimas: Alice Ribeiro (35 anos) e Rodrigo Lapa (49 anos).
  • Causa: Colisão frontal entre carro da emissora e um caminhão.
  • Desfecho: Morte encefálica confirmada em 16 de abril de 2026.

O perigo constante da BR-381

O fato de a equipe estar cobrindo justamente as obras de duplicação da rodovia torna tudo ainda mais irônico e doloroso. A BR-381 é historicamente apelidada de "rodovia da morte" em diversos trechos devido ao alto índice de acidentes graves. A necessidade de duplicação é urgente, mas a fatalidade aconteceu justamente enquanto a notícia sobre a melhoria da via estava sendo produzida.

Especialistas em trânsito apontam que colisões frontais em rodovias de pista simples, como o trecho de Sabará, são quase sempre fatais devido à soma das velocidades dos dois veículos no momento do impacto. A destruição total da frente do carro da Band Minas é a prova material da força desse choque.

Perguntas Frequentes

O que causou a morte de Alice Ribeiro?

Alice faleceu devido a um traumatismo craniano e múltiplas fraturas decorrentes de uma colisão frontal entre o veículo da TV Band Minas e um caminhão na BR-381. Após internação no Hospital João XXIII, foi confirmado o quadro de morte encefálica, que é a perda irreversível das funções cerebrais.

Quem era Rodrigo Lapa e qual sua relação com o acidente?

Rodrigo Lapa era o cinegrafista da equipe de reportagem e estava conduzindo o veículo no momento do acidente. Natural de Porto Alegre, ele tinha 49 anos e faleceu instantaneamente no local da colisão, em Sabará, deixando esposa e dois filhos.

Qual era a pauta que a equipe cobria no momento?

A equipe de jornalismo da Band Minas estava retornando de uma entrevista sobre o início das obras de duplicação da BR-381. O objetivo da reportagem era informar a população sobre as melhorias na infraestrutura da rodovia, que é palco de inúmeros acidentes.

Como a família de Alice reagiu ao falecimento?

Apesar da dor profunda, a família de Alice Ribeiro, incluindo seu marido João Dadalt, autorizou a doação de seus órgãos. A decisão visa ajudar outras pessoas que aguardam por transplantes, transformando a perda em um ato de solidariedade.

Qual a experiência profissional de Alice Ribeiro?

Alice se formou em jornalismo em 2015 e construiu um currículo sólido em Minas Gerais. Ela trabalhou em emissoras como TV Globo, TV Alterosa (SBT) e RecordTV antes de ingressar na Band Minas em 2021, onde atuava como repórter.

12 Comments

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    aldeir arcanjo

    abril 19, 2026 AT 01:59

    Que tragédia visceral, meu Deus. Desejo toda a luz e força do universo pra esse bebezinho e pra família. Um gesto nobre demais doar os órgãos numa hora dessas, transforma a dor em esperança pura!

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    Priscila Ervin

    abril 19, 2026 AT 22:49

    UM ABSURDO!!! A BR-381 É UMA VERGONHA NACIONAL!!! Como é possível que no nosso país as coisas só mudem quando alguém morre??? É INACREDITÁVEL!!!

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    Maiquel Weise

    abril 20, 2026 AT 09:18

    Engraçado demais eles estarem cobrindo a duplicação da via e morrerem justamente nela. Alguém mais acha isso suspeito? Tem coisa aí que não estão contando. Será que foi acidente mesmo ou queriam calar quem estava vendo a obra de perto? Acorda Brasil, as coincidências são convenientes demais!

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    Vagner Freitas

    abril 21, 2026 AT 12:16

    Inadmissível. O Brasil é o país do "depois que acontece". Primeiro matam as pessoas, depois fazem a obra. Vergonha de quem governa esse país!

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    Vanessa D'Amore

    abril 21, 2026 AT 21:49

    Engraçado como todo mundo se choca agora, mas ninguém fala sobre a negligência sistêmica do planejamento urbano. É óbvio que a tragédia era inevitável dado o descaso. Mas enfim, cada um com sua visão limitada.

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    Fernanda Garcia Rodriguez

    abril 23, 2026 AT 02:44

    Coração partido 💔😭

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    josimar oliveira

    abril 25, 2026 AT 02:27

    A ironia da vida é realmente fascinante. Estavam reportando a solução do problema enquanto eram engolidos por ele. Quase poético, se não fosse trágico.

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    Ítalo A. Rolando

    abril 25, 2026 AT 13:32

    A finitude humana é exposta da forma mais cruel possível nessas estradas!!! É preciso que a responsabilidade do Estado seja cobrada com rigor!!! Não podemos aceitar a morte como estatística!!!

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    Gonzalo Medeiros

    abril 27, 2026 AT 00:55

    É importante que a gente tente acolher as famílias nesse momento. A doação de órgãos é um caminho lindo de superação da dor.

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    Izabela Chmielewska

    abril 28, 2026 AT 06:35

    Que pena do bebê. Imagina crescer sem a mãe? Muito triste mesmo.

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    Graziele Machado Ribeiro da Silva

    abril 29, 2026 AT 11:10

    Sempre tem alguém querendo transformar tudo em lição de moral ou teoria da conspiração. Que cansaço. A pessoa morreu e o povo não consegue nem ficar em silêncio.

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    Luiz Lisboa

    maio 1, 2026 AT 05:11

    Força para todos os colegas de profissão. O jornalismo é duro, mas a união da classe é o que segura a gente. Sigam firmes!

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