Sem horário de verão em 2025: Brasil tem segurança energética total
- mar, 28 2026
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- Flávio Gomes
Quando o Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia do Brasil, apareceu na TV ontem, ninguém esperava a resposta definitiva. O governo federal confirmou oficialmente que o país não voltará ao horário de verão em 2025. A informação foi divulgada durante o programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação em 14 de outubro de 2025.
"Estamos absolutamente seguros de que não precisamos do horário de verão neste ano", declarou Silveira. O ministro enfatizou que qualquer implementação seria uma decisão corajosa, mas desnecessária no contexto atual. Segundo ele, o Brasil vive um momento de "segurança energética completa e absoluta", com os níveis dos reservatórios das hidrelétricas acima do esperado e um planejamento robusto sustentado pelos dados do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
O fim de uma prática antiga
O horário de verão, criado originalmente pelo presidente Getúlio Vargas em 1931 através do Decreto nº 20.466, deixou de existir no calendário nacional desde 2019. Durante décadas, a medida visava reduzir o consumo de energia elétrica aproveitando melhor a luz solar. Mas os hábitos mudaram. Estudos do Ministério de Minas e Energia mostram que hoje o pico de demanda ocorre às 15h, quando o uso de climatização é mais intenso. Com isso, o efeito positivo da mudança horária virou coisa do passado.
Em vez de recorrer a medidas ultrapassadas, o governo aposta em tecnologia moderna. O Leilão Nacional de BateriasBrasil, previsto para 2025, permitirá armazenar energia solar por até 22 horas. "Vamos literalmente armazenar o vento", brincou Silveira ao explicar o funcionamento do novo sistema.
Tecnologias que salvam recursos
A inovação não fica apenas nas baterias. A diversificação da matriz energética – combinando hidrelétrica, solar e eólica – cria um equilíbrio sustentável. O Operador Nacional do Sistema Elétrico confirma que essas fontes renováveis, monitoradas digitalmente, reduzem riscos de apagões. Enquanto países ainda debatem retrocessos, o Brasil avança com estratégias de longo prazo. Curiosamente, especialistas apontam que a medida beneficia também pequenas empresas, que antes sofriam com oscilações sazonais de preço.
E se a seca voltar?
Ninguém descarta completamente a retomada do horário de verão, mas apenas em cenários extremos. O Ministério de Minas e Energia mantém monitoramento constante, focado em secas prolongadas ou crises inesperadas. "Está pronta para agir rapidamente caso haja necessidade", garantiu Silveira. Ainda assim, os investimentos atuais em armazenamento tornam essa situação improvável. A lição? Planejamento inteligente vale mais que mudanças de relógio.
Perguntas Frequentes
Por que o horário de verão não serve mais?
Os padrões de consumo mudaram: hoje o pico ocorre à tarde, quando ar-condicionados estão ligados. O adiantamento de relógios, criado na década de 1930, não gera economia real neste cenário.
As baterias vão baratear a energia?
Sim. Armazenamento eficiente reduz desperdícios e estabiliza preços a longo prazo. O leilão de 2025 já promete cortar perdas operacionais em até 15%, segundo estimativas do setor.
Há risco de apagão em 2025?
Não. Os reservatórios operam em 110% da capacidade útil, enquanto novas usinas solares entram em operação até dezembro. Segurança energética é o maior indicador.
Quem decide sobre o retorno da medida?
Somente em crises graves o Comitê de Monitoramento recomenda ação. Até lá, a política energética segue pautada em dados técnicos e sustentabilidade.